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Imagem, carolinemaniere.com

O tambor me chamou. Minha sede pela conexão com o ritmo da percussão do meu corpo e espírito começaram um processo de sincronização harmoniosa. Amar minha raiz é respirar meu próprio amor.

Cada batida de um tambor nos permite chegar em estados expansivos de consciência que se manifestam fisicamente abrindo outras realidades. Vibra meu ser e o chamado do universo pelo acoplamento com o tambor se faz mais forte. A batida percussiva que mistura o movimento da terra com o batimento do meu coração vai mais além de tocar um pandeiro numa banda ou cantar na rua.

Todo tambor vai fazendo um tecido de alegria na nossa identidade. Na mesma identidade onde se encontra a energia feminina, que está fazendo meu útero dançar e se manifestar. A lua e a mulher se mexem com o tambor, a terra faz vibrar o ventre materno e a gratidão da vida me deixa longe da dor.

Quando quis achar respostas no meio de muita confusão, a medicina me levou para o fogo onde o tambor me abraçou. “Toca, sente, respira, água”… ela me falou, daí fui para África, onde minha inocência me tocou perdoando cada erro que nesta vida aconteceu. No meio daquela viagem, as cores das mandalas me mostraram um novo começo, abençoado por meus antepassados. E é aí onde começo.

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